Cheguei aqui buscando o mestrado dos sonhos, o amor da minha vida, a paixão por outro lugar e que há muito tempo ficou pra trás, quando deixei NY.
O mestrado dos sonhos, como em todo lugar, deixou a desejar em bastantes coisas e em outros pontos superou qualquer experiência acadêmica que tive anteriormente, especialmente o fato de meus professores conseguirem trazer a teoria para a prática, o que não vejo no Brasil desde os tempos da faculdade.
O mestrado dos sonhos, como em todo lugar, deixou a desejar em bastantes coisas e em outros pontos superou qualquer experiência acadêmica que tive anteriormente, especialmente o fato de meus professores conseguirem trazer a teoria para a prática, o que não vejo no Brasil desde os tempos da faculdade.
Resvalei no amor e ele quase me agarra pelo fato de que eu estava mesmo suscetível. Talvez por carência, talvez pela sede de amar alguém de verdade e tão prontamente, investi no Leandro e fomos o que fomos e o que não fomos e hoje sinto um enorme carinho por ele. Fabrício é e será meu xuxu, meu tano mais lindo e gostoso. Mas certo mesmo é que em termos de amor, o tiro pegou de raspão, seja com ele, com Max, com os amores impossíveis e platônicos. Mientras tanto, saio daqui com a esperança de que tem alguém bacana aí fora esperando por mim.
Ainda continuo apaixonada com NY e isso jamais mudará. Não consegui, ao contrário, me apaixonar perdidamente pela Argentina mas, no meio termo, parei de brigar com a terra brasilis, pra onde volto sorrindo e cheia de saudade, como nunca aconteceu na minha vida. Foi necessário viver em terras platenses pra fazer as pazes com terras mineiras. E talvez esse tenha sido meu maior aprendizado.
Chorei muito, muito mesmo. E ri demais, bastante, me diverti horrores. Me senti só em diversos momentos e todos eles compensados por cada experiência, por cada minuto valioso que passei ao lado dos meus amigos que sempre, sempre vou levar no coração e de quem já sinto falta antes de partir.
Aliás, falando em apaixonar profundamente, sim, eu me apaixonei sim, e profunda, intensamente. Por Ana Lia, minha mãe argentina, que esteve ao meu lado incondicionalmente e por isso serei eternamente grata.
Me apaixonei loucamente por Felipe com quem passei meus primeiros dias aqui, explorando a cidade, dividindo dúvidas, medos, saudades e ansiedades. Por Lisandro com sua doçura, disponibilidade, presteza, atenção e sempre tão amável que me orienta em tantas coisas, inclusive com relação ao preparo do mate (aliás, foi Lisandro quem curtiu meu mate pra que eu o usasse. O mate na casa dele é bom demais!). Por Fede, a paixão da minha vida, nos ombros de quem sei que posso chorar e é quem guarda minha bolsa, meu casaco, empresta a papel e caneta, e faz mil outras gentilezas sem eu precisar dizer uma palavra (ah, e na casa de quem comi o meu melhor asado e quem prepara o mate mais saboroso). Por Alberto, nosso italiano querido e que tem um coração grande, enorme como a lua – e de onde a gente tem que trazê-lo de volta quando ele se perde entre um exercício e outro. Por Gaby, querida, que chegou por último, mas que ri das coisas que eu falo e com quem já compartilho um grande carinho e confiança. Por Laura com sua timidez e doçura, que nunca deixa de saudar a gente, dando um beijo, perguntando como estamos. Por Adrian, que com seu jeito peculiar é um fofo, prestativo, de quem ganhei farinha e uma máquina de lavar roupa. Ele foi o primeiro e único a me chamar de Becca e eu gosto disso. Por Andrea que também chegou depois e é uma flor, tímida e doce, sempre prestativa e gentil. Por todos eu tenho um amor e uma gratidão imensa, incondicional, eterna. Sinceramente.
E, claro, por Gerar e Felix, mais do que amigos, minha família em La Plata. Não fosse por eles eu já estaria na terra brasilis e não teria tido a cara pra enfrentar tantos desafios. Pra esse casal eu não tenho palavras e a gratidão, o carinho e o apreço que sinto pelos dois... difícil definir. Complicado estimar.
Então é isso. Minhas malas estão prontas e em breve parto pra Ezeiza. Olho pela janela e vejo La Plata, com o céu azul celeste, o celeste da bandeira argentina e que define muito bem esse país, essa cidade, esse povo - apesar de que agora chove e o celeste virou gris. Olho pro meu apê, que fica aqui montadinho, e dá um aperto no coração. Não consigo deixar de pensar que, por coincidência, o azul e o amarelo estão nas duas bandeiras: deve ser pra mostrar que certas pessoas podem estar divididas entre os dois países fronteiriços, como meu caso agora. Nesse exato minuto, meu coração bate mitad-mitad, metade-metade: ansiando pelo Brasil de um lado, e cheio de dor em deixar minha vida e, principalmente meus amigos aqui, de outro.
Mas como a vida é keep walking... levo comigo um pouco da Argentina e deixo um pouco do Brasil timbrado aqui. O bom da vida é que, apesar de alegrias e tristezas, a gente pode sempre seguir caminhando com muita "fuerza en la peluca" (pra Gerar), fazendo o impossível para não deixar "se pudrir todo" (para Gaby) e agradecendo a Deus por tudo que a gente tem e conquista a cada minuto.
Amanhã tô em território brazuca cobrindo de beijos pai, irmão, cunhada, sobrinhos... Toda a minha estrutura logística sem a qual não poderia viver nem perto, nem à distância. Minha mammy volta comigo, parte da estrutura de apoio que nunca falha e que sempre está presente em momentos cruciais.
Dale, chicos. É isso. Declaro aberta as primeiras vacaciones do Palavras Portenhas.
Disfrutála!
En español para mis amigos especiales:
Che, hoy completo 186 días en Argentina y voy a mi casa para el verano. Van a ser 4 meses para disfrutar de mi ciudad, la “aldea iluminada”, de mi familia, de los amigos, de los lugares, de mi auto, de mis casas, de la comida. Definitivamente estos fueron los últimos 6 meses más intensos de mi vida. Yo tuve pérdidas, daños y ganancias pero, seguramente, tuve más ganancias que pérdidas.
Llegue acá buscando la maestría de mis sueños, el amor de mi vida, sentirme enamorada por otro lugar como hace mucho no he sentido desde cuando deje de vivir en NY. La maestría de mis sueños, como siempre me ha pasado, no es todo que yo esperaba y sigue dejando de desear. Pero en otros puntos me ha sorprendido, superando cualquier experiencia académica que tuve anteriormente, especialmente el hecho de que mis profesores consiguen traer la teoría para la zona práctica, y hace mucho que no veo eso, desde mis tiempos de la facultad.
Casi me choco con el amor, el casi me agarra por el hecho de que yo estaba muy susceptible a encontrarlo. Tal vez por estar carente, tal vez por la sed de amar a alguien de verdad y tan prontamente, hice una inversión en Leandro y fuimos lo que fuimos y lo que no fuimos y hoy lo que siento es un grande cariño por este chico argentino. Fabrício es y será siempre mi amorcito, el tano más lindo y gato, pero es cierto que en términos del amor, nadie me agarró, ni Fabri, ni Max, ni los otros hombres que figuran como amores imposibles o platónicos. Mientras tanto, salgo de acá con la esperanza de que todavía hay alguien muy macanudo ahí afuera esperando para encontrarme.
Aunque sigo enamorada de NY y eso nunca va a cambiar. Todavía no he conseguido enamorarme de Argentina pero, a pesar de esto, pare de pelear con la tierra brasilis, hacia donde me voy sonriendo y extrañando, como nunca me había pasado en la vida. Para mi fue necesario tener que vivir en tierras platenses para parar de pelear con tierras mineiras. Y creo que ese fue mi más grande e importante aprendizaje.
He llorado mucho, mucho. Y he reído mucho más, demasiado, me divertí un montonazo! Me sentí sola en diversos momentos pero todos han sido compensados por cada experiencia vivida, por cada minuto valioso que pasé al lado de mis amigos a los cuales siempre, siempre voy a llevar conmigo en mi corazón. Y ya los extraño antes de partir.
Sin embargo, hablando en enamorarse profundamente, sí, yo me quede enamorada! Profundamente, intensamente.
Por Ana Lia, mi mamá argentina, que estuvo al lado mío incondicionalmente y por lo cual y le estaré agradecida eternamente. Me quede locamente enamorada de Felipe, con quien pase mis primeros días acá, explorando la ciudad, compartiendo dudas, miedos, ansiedades, lo tanto que extrañábamos nuestra vida en casa. Lisandro, con lo tan dulce que es, con toda su disponibilidad, amabilidad, presteza y siempre tan bueno para orientarme en tantas cosas, inclusive con la preparación del mate (de verdad, fue Lisandro quien curtió mi mate para que yo lo empiece a usar y el mate en su casa é buenazo!). Fede, mi pasión; el compañero que me presta su espalda cuando estoy a punto de llorar y que es quien agarra mi cartera, mi saco, me presta papel y bolígrafo, y hace mil otras cosas sin que yo tenga que decirle una sola palabra (y fue en su casa donde comí el mejor asado y es el quien prepara el mate más sabroso). De Alberto, nuestro querido italiano que tiene un corazón tan grande, enorme como la luna – de donde a veces lo tenemos que bajar cuando esta un poco colgado entre un ejercicio y otro. De Gaby, querida, que fue la última en llegar y quien es la que más se ríe de las cosas que yo digo, con quien ya comparto una intensa confianza y por quien tengo un gran cariño. Lau, que es muy tímida y dulce, que nunca deja de saludarnos con un beso y siempre preguntando como andan las cosas. Adrian, que en su manera peculiar es tan amable, lleno de cuidados, quien me trajo harina de Brasil y aún más que eso, pues me regalo un lavarropa. Adrian fue el primero a llamarme de Becca y eso a mi me encanta. Andrea que también llego después, pero es una flor, tímida, amable, gentil. Me quede enamorada de todos y por ellos tengo una gratitud enorme, incondicional, eterna – y los quiero muchísimo!
E, obviamente, me quede enamorada de Gerar y Felix, más que mis amigos, mi familia en La Plata. Sino fuera por ellos, yo ya hubiera estado en Brasil hace rato y no iba tener tanto coraje para enfrentar los desafíos. Yo no tengo palabras para describir esta pareja y la gratitud, el cariño y el amor que siento por ellos dos. Difícil definir. Complicado estimar.
Entonces, así lo es. Mis maletas están listas y en poco tiempo salgo para Ezeiza. Miro por la ventana y veo La Plata, el cielo azul celeste; el celeste de la bandera argentina y que es parte de la definición de este país, de esta ciudad, de este pueblo – a pesar de que ahora llueve y el celeste se cambió a gris. Miro mi departamento, y lo dejo acá arregladito, y siento mi corazón un poco apretado. No consigo dejar de pensar que coincidentemente el azul y el amarillo son los colores que están en las dos banderas: debe ser alguna indicación de que algunas personas pueden seguir divididas entre dos países que hacen frontera, lo que es exactamente mi caso. En este exacto minuto, mi corazón late mitad-mitad: por un lado ansioso por llegar en Brasil; por otro lleno de dolor en dejar mi vida y mis amigos acá.
Pero como la vida es un constante ejercicio de keep walking… llevo conmigo un poco de Argentina y dejo un poco de Brasil marcado acá. Lo bueno de la vida es que a pesar de las alegrías y tristezas, la gente puede seguir adelante con mucha “fuerza en la peluca” (para Gerar), haciendo el imposible para no dejar “que se pudra todo” (para Gaby), agradeciendo a Díos por todo lo que tenemos y que seguimos conquistando en cada minuto.
Mañana estoy en zona brasileña, dando miles de besos a mi papá, hermanos, sobrinos, cuñada… Toda mi estructura logística, sin la cual yo no podría vivir estando cerca o lejos. Mi mamá vuelve conmigo, parte de mi estructura de apoyo que nunca falla y siempre está presente en momentos tan importantes.
Dale, chicos. Entonces es eso. Declaro abierta las primeras vacaciones del blog Palavras Portenhas.
Disfrutála!
Disfrutála!
Gaby, amiga, gracias por ayudarme con la tradución!! :-)